A Língua das Marés • Onde o português atravessa três oceanos e nove fusos horários

De Lisboa ao Rio, de Luanda a Maputo: saudade, pastelarias, praias e a vida quotidiana de 260 milhões de pessoas

Uma bica no balcão de Alfama, o apito do vendedor de água de coco em Copacabana, batuque num quintal de Luanda — o mundo lusófono contado de dentro.

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O tilintar da colher na chávena de uma pastelaria lisboeta, o apito do vendedor de água de coco em Copacabana, o batuque que sobe de um quintal em Luanda, o cheiro a sardinha assada numa rua de Alfama em noite de Santos Populares. O mundo lusófono não é um território — é uma maré que une 260 milhões de pessoas em três continentes, do Minho a Timor, dos Açores a Moçambique. Aqui reunimos a gastronomia do mar, a saudade como idioma emocional, a praia como sala de estar, o café como ritual social, o carnaval nas ruas e o debate contemporâneo sobre o que significa ser lusófono — como mapa vivo de uma língua que se espalhou pelo mundo e voltou diferente em cada porto, em cada cidade, em cada mesa.